Integração européia em seus primórdios
...Continuando a primeira postagem. Paralelamente às primeiras movimentações em direção à integração européia, torna-se mais do que claro que uma nova realidade político-econômica-ideológica-social passa a se configurar no mundo: Um novo modelo de sociedade internacional, fundamentado na partição bi-polar do planeta no qual duas novas forças políticas passam a interagir como as potências dominantes. Neste sentido, as GRANDES POTÊNCIAS européias são destituídas, de fato e de direito, da condução dos assuntos mundiais, deixando o palco para as primeiras SUPER POTÊNCIAS globais, quais sejam, Estados Unidos da América (EUA) e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
Esta transformação radical no modelo de interação das relações internacionais, entre outras consequências, leva à criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a partir da assinatura e ratificação do Tratado de Washington, de 1949. Os Estados Unidos passam a identificar a URSS como a principal ameaça estratégica (e também existencial), não apenas a seus interesses nacionais, como também a seu modelo de sociedade e embasamento ideológico.
Esta nova percepção acerca da realidade internacional leva os policymakers norte-americanos a incentivar um novo processo de rearmamento alemão, como necessidade estratégica para a contenção da ameaça representada pela URSS. Por outro lado, ainda em meio aos escombros e ressentimentos deixados por UMA grande guerra civil européia, com um curto intervalo entre 1919 a 1939, os principais Estados europeus ocidentais (França, Reino Unido e os países do Benelux), ainda se encontravam muito relutantes ante a reconstrução do poderio militar da Alemanha.
Uma tentativa de viabilizar o rearmamento alemão, ao mesmo tempo relativizando os temores de seus vizinhos, foi instrumentalizada a partir do projeto de Comunidade Européia de Defesa (CED), que, entre outras coisas, criaria um exército integrado europeu submetido a uma alta autoridade de natureza supranacional, estando automaticamente esta alta autoridade submetida ao controle de uma Comunidade Política Européia. A tentativa, no entanto, fracassou pela recusa da Assembléia Nacional Francesa em autorizar o governo gallo a ratificar seu tratado fundacional. Desta maneira, a solução encontrada para coadunar os receios europeus aos desideratos norte-americanos foi a reforma do Tratado de Bruxelas de 1948, que, após as transformações provocadas pelos Protocolos Adicionais de Paris de 1954, passa a ficar conhecido como o Tratado de Bruxelas modificado. Como consequência desta modificação, renomeia-se também a organização oriunda deste tratado para União Européia Ocidental (UEO).
Esta transformação radical no modelo de interação das relações internacionais, entre outras consequências, leva à criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a partir da assinatura e ratificação do Tratado de Washington, de 1949. Os Estados Unidos passam a identificar a URSS como a principal ameaça estratégica (e também existencial), não apenas a seus interesses nacionais, como também a seu modelo de sociedade e embasamento ideológico.
Esta nova percepção acerca da realidade internacional leva os policymakers norte-americanos a incentivar um novo processo de rearmamento alemão, como necessidade estratégica para a contenção da ameaça representada pela URSS. Por outro lado, ainda em meio aos escombros e ressentimentos deixados por UMA grande guerra civil européia, com um curto intervalo entre 1919 a 1939, os principais Estados europeus ocidentais (França, Reino Unido e os países do Benelux), ainda se encontravam muito relutantes ante a reconstrução do poderio militar da Alemanha.
Uma tentativa de viabilizar o rearmamento alemão, ao mesmo tempo relativizando os temores de seus vizinhos, foi instrumentalizada a partir do projeto de Comunidade Européia de Defesa (CED), que, entre outras coisas, criaria um exército integrado europeu submetido a uma alta autoridade de natureza supranacional, estando automaticamente esta alta autoridade submetida ao controle de uma Comunidade Política Européia. A tentativa, no entanto, fracassou pela recusa da Assembléia Nacional Francesa em autorizar o governo gallo a ratificar seu tratado fundacional. Desta maneira, a solução encontrada para coadunar os receios europeus aos desideratos norte-americanos foi a reforma do Tratado de Bruxelas de 1948, que, após as transformações provocadas pelos Protocolos Adicionais de Paris de 1954, passa a ficar conhecido como o Tratado de Bruxelas modificado. Como consequência desta modificação, renomeia-se também a organização oriunda deste tratado para União Européia Ocidental (UEO).

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